Cardiopatia congênita é tema de audiência pública

As dificuldades da população da região da Baixada Santista em tratar casos de cardiopatia congênita em bebês serão debatidas em audiência pública na Câmara Municipal de Santos, que acontece no próximo dia 8 de maio, às 19 horas, no auditório Zeny de Sá Goulart.

Presidida pelo vereador Rui De Rosis, a audiência trará à tona a falta de vagas de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca pediátrica na região e os recentes casos de famílias que sofreram com a ausência do serviço especializado na Baixada, levando inclusive alguns bebês a óbito.

“A audiência possibilitará reunir os poderes Executivo e Legislativo de várias cidades da região, em busca de soluções metropolitanas para esse problema”, salienta o vereador.

Foram convidados representantes dos poderes Executivo e Legislativo das cidades, além de autoridades da área da saúde de toda a Baixada, entre elas a coordenadora do Departamento Regional de Saúde da Baixada Santista – Santos – DRS IV, Paula Covas.

A cardiopatia congênita é detectada ainda durante a gestação. Com isso, é possível saber com antecedência da necessidade das vagas em UTI Neonatal cardíaca. “As gestantes conseguem muitas vezes uma decisão na justiça, mas nada muda. Elas lutam pela vida dos filhos. Convivem durante a gravidez com a ideia de que seu filho pode morrer. Isso é inconcebível”, desabafa De Rosis.

ESTATÍSTICAS – A cada três bebês nascidos na Baixada Santista com cardiopatia congênita, um morre. A Baixada Santista conta com apenas 55 leitos de UTI Neonatal, e nenhuma delas é apropriada para o tratamento cardíaco. Em todo país, faltam mais de 3 mil leitos de UTI Neonatal.

 

 

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